A SABER
O
pacto de Lausaunne foi um congresso mundial de evangelização realizado na Suiça,
Lausanne, em 1974, com intuito de uma compreensão das escrituras com relação ao
trabalho missionário e suas formas de evangelizar. Sabe-se que o congresso reuniu cerca de 2.700
participantes, vindo de diferentes regiões do planeta, um encontro que marcou
uma grande geração de líderes da igreja de vários continentes.
O
congresso teve uma grande influência no trabalho de missões, uma reflexão ao
assunto, trazendo um impacto de debates teológicos e missiológico em nível
mundial, esse impacto foi na preparação do missionário para a obra de Deus.
O que mais chamou minha atenção
no documento, que foi chamado de pacto de Lausaunne foi o seu artigo 5º, 6º e 7º que diz:
5. A
responsabilidade social cristã
Afirmamos que Deus é o Criador e o Juiz de todos os homens.
Portanto, devemos partilhar o seu interesse pela justiça e pela conciliação em
toda a sociedade humana, e pela libertação dos homens de todo tipo de opressão.
Porque a humanidade foi feita à imagem de Deus, toda pessoa, sem distinção de
raça, religião, cor, cultura, classe social, sexo ou idade possui uma dignidade
intrínseca em razão da qual deve ser respeitada e servida, e não explorada.
Aqui também nos arrependemos de nossa negligência e de termos algumas vezes
considerado a evangelização e a atividade social mutuamente exclusivas. Embora
a reconciliação com o homem não seja reconciliação com Deus, nem a ação social evangelização,
nem a libertação política salvação, afirmamos que a evangelização e o envolvimento
sócio-político são ambos parte do nosso dever cristão. Pois ambos são necessárias
expressões de nossas doutrinas acerca de Deus e do homem, de nosso amor por nosso
próximo e de nossa obediência a Jesus Cristo. A mensagem da salvação implica também
uma mensagem de juízo sobre toda forma de alienação, de opressão e de discriminação,
e não devemos ter medo de denunciar o mal e a injustiça onde quer que existam.
Quando as pessoas recebem Cristo, nascem de novo em seu reino e devem procurar
não só evidenciar mas também divulgar a retidão do reino em meio a um mundo injusto.
A salvação que alegamos possuir deve estar nos transformando na totalidade de nossas
responsabilidades pessoais e sociais. A fé sem obras é morta.
6. A
Igreja e a evangelização
Afirmamos que Cristo envia o seu povo redimido ao mundo
assim como o Pai o enviou, e que isso requer uma penetração de igual modo
profunda e sacrificial. Precisamos deixar os nossos guetos eclesiásticos e
penetrar na sociedade não-cristã. Na missão de serviço sacrificial da igreja a
evangelização é primordial. A evangelização mundial requer que a igreja inteira
leve o evangelho integral ao mundo todo. A igreja ocupa o ponto central do propósito
divino para com o mundo, e é o agente que ele promoveu para difundir o evangelho.
Mas uma igreja que pregue a Cruz deve, ela própria, ser marcada pela Cruz. Ela torna-se
uma pedra de tropeço para a evangelização quando trai o evangelho ou quando lhe
falta uma fé viva em Deus, um amor genuíno pelas pessoas, ou uma honestidade escrupulosa
em todas as coisas, inclusive em promoção e finanças. A igreja é antes a comunidade
do povo de Deus do que uma instituição, e não pode ser identificada com qualquer
cultura em particular, nem com qualquer sistema social ou político, nem com ideologias
humanas.
7.
Cooperação na evangelização
Afirmamos que é propósito de Deus haver na igreja uma
unidade visível de pensamento quanto à verdade. A evangelização também nos
convoca à unidade, porque o ser um só corpo reforça o nosso testemunho, assim
como a nossa desunião enfraquece o nosso evangelho de reconciliação.
Reconhecemos, entretanto, que a unidade organizacional pode tomar muitas formas
e não ativa necessariamente a evangelização. Contudo, nós, que partilhamos a
mesma fé bíblica, devemos estar intimamente unidos na comunhão uns com os
outros, nas obras e no testemunho. Confessamos que o nosso testemunho, algumas vezes,
tem sido manchado por pecaminoso individualismo e desnecessária duplicação de esforço.
Empenhamo-nos por encontrar uma unidade mais profunda na verdade, na adoração,
na santidade e na missão. Instamos para que se apresse o desenvolvimento de uma
cooperação regional e funcional para maior amplitude da missão da igreja, para
o planejamento estratégico, para o encorajamento mútuo, e para o
compartilhamento de recursos e de experiências.
Alexandre
Moraes