A DOUTRINA DA
JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ
NO PENSAMENTO REFORMADO, A PARTIR DO RENASCIMENTO
Conforme o autor da monografia (Ebson Magno Silva Moreira)
apresentada para este ensaio, Deus antes da fundação do cosmo (UNIVERSO) já
traçou o plano de salvação para a humanidade que por causa da queda de adão
trazendo co a santíssima trindade o Pacto da redenção.
sendo
assim, o homem antes da queda o homem pode dominar, governar o jardim do Éden
dando nomes aos animais, que por sua vez desobedecendo a ordenança do SUPREMO
criador, pela sua desobediência a humanidade, ou seja, após adão, recebe o
castigo do ETERNO com a morte, e o seu sustento com o seu trabalho, sendo assim
com o seu suor.
conforme
a desobediência de adão, o Eterno antes mesmo da criação, sabendo que o homem
iria desobedecer, já tinha em seu “projeto” o Pacto da Redenção.
Já
entre os séculos II a XVI a doutrina pela fé se tornaram nas escuras, enquanto
já no século XVI esse tema tem uma força maior, entra em vigor o ensino.
O
antigo testamento trás a ideia da justificação numa perspectiva jurídica, no
sentido de punir o pecador pelos seus pecados, trazendo a condenação do
errante, “desobediente”, sendo assim os JUIZES tinham que julgar conforme a
desobediência. A lei era como “aio” que
conduzia, mostrava o pecador o seu pecado, o no seu cumprimento “LEI” viveria,
multiplicaria e possuía a terra que o ETERNO prometeu. , sendo assim para o
judeu o cumprimento concreto da lei era o caminho que o justificava perante
Deus.
Já
no novo testamento a justificação, vem pela morte de Jesus Cristo, pelo Pacto
da Redenção, onde o Filho concordou em se tornar homem, ser representante da
humanidade, obedecer às exigências do pacto das obras e pagar o preço do pecado
em favor dos homens.
O
apostolo Paulo enfatiza essa exigência aos romanos 03:20-26, mostrando a
soberania de Deus em justificar a humanidade, não pelo mérito, mas pela graça,
pois TODOS pecaram em Adão e sendo assim TODOS carecem da glória de Deus.
O
apostolo Paulo enfatiza aos Romanos 04:20-22
que as obras da LEI antes de Moises foi imputada pela fé
e não pelas obras. Neste caso, o assunto que Paulo menciona é
Abraão que pela fé levou seu filho para o sacrifício e que em meio ao ritual
Isaque foi substituído por uma Ovelha no monte Moriá.
No
velho testamento Deus dá a Israel os dez mandamentos a Israel
e em seguida a construção de um altar para
oferecer sacrifícios para expiar sua incapacidade de manter a lei e que mais
tarde Deus ordena que constrói um tabernáculo que serviria para expiação,
justificação e gratidão passaram serem realizados no monte Moriá (II Crônicas
03:01), e que por sua vez, Jesus Cristo foi crucificado nalgum lugar no monte
Muriá, precisamente no Gólgota em
hebraico, (João 19:17).
Na
doutrina no novo testamento, Paulo faz um estudo sistemático da redenção, ele
aborda a ira de Deus contra a depravação pecaminoso dos homens, culpados e
condenados pela incapacidade de justifica-se pelas obras da lei, e que
apresenta uma solução para a justificação somente pela graça mediante a fé em
Cristo, tendo assim a paz com Deus.
Paulo
fala “que ninguém será justificado diante dele (Deus) por obras da lei, em
razão de qu pela lei vem o pleno conhecimento do pecado” (Romanos 03:20), sendo
assim não apenas a lei de Moises, mas sim pelas boas obras de qualquer tipo e
não importa se judeu ou gentil, mas pela graça por meio de Jesus Cristo; (Aos
Romanos 03:21-26).
Paulo
compara a obra reconciliadora de Cristo [ira de Deus] no ato da desobediência
de Adão, que diz aos Romanos 05:18, “por uma só ofensa, veio o juízo sobre
todos os homens para condenação, assim também, por um só ato de justiça, veio a
graça sobre todos os homens para a justificação que dá vida”.
A
doutrina antes da Reforma, no período chamado Patrístico (100-500), foi uma
época com grande defesa da fé cristã, já no período chamado Medieval
(500-1500), é relacionado um período de tensões entre cristãos de
Constantinopla e Roma.
No
período Patrístico, Pelágio, um monge britânico que residia em Roma, na segunda
década do século V, opôs-se contra a devassidão moral da igreja romana e
argumentou a “necessidade de auto-aperfeiçoamento constante à luz do Antigo
Testamento e do exemplo de Cristo”.27 Sua postura teológica negava a graça
divina e apoiava a autonomia humana, ao afirmar que o homem era capaz de ter
iniciativa para a salvação.
Agostinho
de Hipona, convertido ao Cristianismo em Milão (norte da Itália), nomeado bispo
de Hipona em 395, reagiu ao pelagianismo reafirmando a “prioridade da graça de
Deus em todos os estágios da vida cristã, desde seu início até o seu fim.
Alexandre Pereira de Moraes