sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

PAULO E A LEI primeira PARTE


PAULO E A LEI 1ª PARTE

Sabe-se que o apostolo Paulo quando ELE se converteu ao cristianismo trouxe consigo o seu pensamento legalista no que se refere à lei judaica, contudo o pensamento de justiça de Saulo x Paulo entra com duas linhas de pensamentos: o legalismo “Saulo - por ter sido rabino judeu Fil. 03:06” e a fé “Paulo - por ter conhecido a Jesus, e que por ELE se descobre a justiça de Deus de fé em fé...O justo viverá da fé. Rom. 01:17”.
Quando Deus suscitou a lei para Israel, Deus estabelecia regras para que Israel não viessem a pecar com seus impulsos da carne, Paulo declara que a inclinação da carne é inimizade contra Deus (Rom. 08:07), mas Deus revelou a sua vontade com a prática total da Lei, como pacto gracioso de Deus para unir Israel a ELE.  Sendo assim Israel fracassou com seus delitos, fazendo um mau uso da lei, novamente Paulo declara isso em Rom.09:31; sendo assim Israel fracassou por não fazer pela fé (submissão a justiça de Deus), mas sim pelas obras da Lei (justiça própria).   Nesta mesma linha, Jesus Cristo chama os fariseus de hipócritas, pois não cumpria toda prática da lei, (Mat. 15:01-20).
A lei suscitada por Deus como pacto ”obediência” não estabelecia Israel com povo de Deus, mas sim um povo com padrões a ser obedecidos, estabelecendo um pacto com a nação do pacto, que por sua vez tem que ser preservado pelos mesmos.   Sendo assim a obediência da lei tinha a nação do pacto um relacionamento positivo com Deus criador da lei – Javé - e que a lei também exigia amor a Deus, (Deut. 06:05) e ao próximo, (Lev. 19:18), sendo assim só aqueles que realmente cumpriam a lei eram verdadeiramente o povo de Deus.
No que se refere ao Antigo testamento à lei é a base da esperança do fiel, e a base da justificação, e a base da salvação, da justiça e da vida.   A obediência a lei como foi dito; também trazia o Reino de Deus e colocava uma ponte entre o homem e Deus.   Assim, "a Torá torna-se a única mediadora entre Deus e o homem; todos os outros relacionamentos entre Deus e o homem, Israel, ou o, mundo, estão subordinados à Torá”.¹
Sabe-se que os judeus não se desesperavam em cumprir a totalidade da lei, e que sendo isso era um grande problema real na comunidade judaica, pois todos os mandamentos, tantos escritos quantos orais tinham que ser cumpridos, pois violar um se quer era rejeitar toda a lei.   Sabendo então que o homem é a depravação total por causa da queda do homem Adão e do impulso maligno, e que por si só não conseguiria fazer e/ou cumprir a lei.   Paulo com essa mesma linha de pensamento, Aos Romanos 07:19, declara que o mal que não quero, esse faço.   Assim, o homem justo não é aquele que obedece à totalidade da lei, mas é aquele que esforça para não fazer delitos e se ajustar a sua vida em paralelo à lei e também, por sua vez, o homem que comete os delitos e arrepende-se das falhas cometidas.   Então ai entra o perdão de Deus no arrependimento do homem que cometeu o tal delito, pois Deus não despreza um coração quebrantado e contrito, Sl. 51:17.
Assim, a nação do pacto “Israel”, se identifica e/ou substitui o pacto com a lei e tende identificar a lei com a circuncisão e o sábado que isso nada mais é que simplesmente a Torá, ou seja, o povo usa mais o sacrifício para Deus do que o quebrantamento de espírito para com o Eterno.

Por Alexandre Moraes

MAIS ARTIGOS NO PRATICAI