PAULO E A LEI 1ª PARTE
Sabe-se que o apostolo Paulo
quando ELE se converteu ao cristianismo trouxe consigo o seu pensamento
legalista no que se refere à lei judaica, contudo o pensamento de justiça de
Saulo x Paulo entra com duas linhas de pensamentos: o legalismo “Saulo - por
ter sido rabino judeu Fil. 03:06” e a fé “Paulo - por ter conhecido a Jesus, e
que por ELE se descobre a justiça de Deus de fé em fé...O justo viverá da fé.
Rom. 01:17”.
Quando Deus suscitou a lei
para Israel, Deus estabelecia regras para que Israel não viessem a pecar com
seus impulsos da carne, Paulo declara que a inclinação da carne é inimizade
contra Deus (Rom. 08:07), mas Deus revelou a sua vontade com a prática total da
Lei, como pacto gracioso de Deus para unir Israel a ELE. Sendo assim Israel fracassou com seus
delitos, fazendo um mau uso da lei, novamente Paulo declara isso em Rom.09:31;
sendo assim Israel fracassou por não fazer pela fé (submissão a justiça de
Deus), mas sim pelas obras da Lei (justiça própria). Nesta mesma linha, Jesus Cristo chama os
fariseus de hipócritas, pois não cumpria toda prática da lei, (Mat. 15:01-20).
A lei suscitada por Deus
como pacto ”obediência” não estabelecia Israel com povo de Deus, mas sim um
povo com padrões a ser obedecidos, estabelecendo um pacto com a nação do pacto,
que por sua vez tem que ser preservado pelos mesmos. Sendo assim a obediência da lei tinha a nação
do pacto um relacionamento positivo com Deus criador da lei – Javé - e que a
lei também exigia amor a Deus, (Deut. 06:05) e ao próximo, (Lev. 19:18), sendo assim
só aqueles que realmente cumpriam a lei eram verdadeiramente o povo de Deus.
No que se refere ao Antigo
testamento à lei é a base da esperança do fiel, e a base da justificação, e a
base da salvação, da justiça e da vida.
A obediência a lei como foi dito; também trazia o Reino de Deus e
colocava uma ponte entre o homem e Deus.
Assim, "a Torá torna-se a única mediadora entre Deus e o homem;
todos os outros relacionamentos entre Deus e o homem, Israel, ou o, mundo,
estão subordinados à Torá”.¹
Sabe-se que os judeus não se
desesperavam em cumprir a totalidade da lei, e que sendo isso era um grande
problema real na comunidade judaica, pois todos os mandamentos, tantos escritos
quantos orais tinham que ser cumpridos, pois violar um se quer era rejeitar toda
a lei. Sabendo então que o homem é a
depravação total por causa da queda do homem Adão e do impulso maligno, e que
por si só não conseguiria fazer e/ou cumprir a lei. Paulo com essa mesma linha de pensamento,
Aos Romanos 07:19, declara que o mal que não quero, esse faço. Assim, o homem justo não é aquele que
obedece à totalidade da lei, mas é aquele que esforça para não fazer delitos e
se ajustar a sua vida em paralelo à lei e também, por sua vez, o homem que
comete os delitos e arrepende-se das falhas cometidas. Então ai entra o perdão de Deus no
arrependimento do homem que cometeu o tal delito, pois Deus não despreza um
coração quebrantado e contrito, Sl. 51:17.
Assim, a nação do pacto
“Israel”, se identifica e/ou substitui o pacto com a lei e tende identificar a
lei com a circuncisão e o sábado que isso nada mais é que simplesmente a Torá,
ou seja, o povo usa mais o sacrifício para Deus do que o quebrantamento de
espírito para com o Eterno.
Por Alexandre Moraes
MAIS ARTIGOS NO PRATICAI